O
nível do futebol em qualquer clube do mundo, é medido pelo plantel e time que
possui, ou seja, para praticar o melhor futebol, não basta o clube ter o melhor
plantel, mas necessariamente tem que ter o melhor time. Cada competição tem sua
característica própria, para a qual o clube deve se precaver na montagem de seu
elenco. Uma coisa é disputar um campeonato estadual, outra é participar do
brasileiro e da Libertadores da América e mundial. A experiência nos tem
ensinado que nem sempre o melhor plantel é o melhor time, caso de Palmeiras,
Flamengo e Atlético Mineiro em 2017, que montaram elencos caros, com jogadores
tecnicamente reconhecidos, que não conseguiram porém, desenvolver o futebol
esperado na temporada.
Já
ouvi e vi muito na mídia nacional e nas resenhas que os campeonatos estaduais
não valem nada, não agregam valores técnicos ao plantel para disputa de
competições mais importantes. Não concordo muito com essa tese, uma vez que, no
estadual o clube tem a oportunidade de avaliar o nível do seu futebol com os
demais, inclusive com os clubes de menor expressão, permitindo assim, uma
melhor avaliação do plantel pela Coordenação e comissão Técnica. O argumento as
vezes utilizado, é que, ao ganhar o estadual, ocorre uma acomodação da
diretoria, que entende que o clube está pronta para as outras competições, e,
isso na maioria vezes não é verdadeiro. Como disse antes, cada competição tem seu
nível técnico, e o elenco deve ser montado de acordo com esse nível técnico
esperado para a competição.
Por
outro lado, ser campeão do estadual é o primeiro requisito de um grande clube
brasileiro, sendo considerado pelos apaixonados, uma obrigação. O torcedor bate
no peito para dizer que seu time é o melhor do estado, o que o leva ao orgulho
e paixão. Isso torna o estadual a competição de maior charme do futebol
brasileiro. Não importa o estado, seja o Mineiro, Carioca, Paulista,
Rio-grandense, Pernambucano, Baiano etc., o que importa, é ser campeão estadual
e levar o troféu de melhor do estado. Com os acenos dos investimentos da mídia
nacional na transmissão dos jogos pelas tvs aberta e fechada, os estaduais
passaram a ter um nova visão para os diretores, que passaram a ver nesses
investimentos uma forma de manter o plantel, e, ao mesmo tempo reforçar o time
para outras competições. Com isso, quem ganha é o torcedor, que pode ver bons
jogos, como aconteceu com Cruzeiro x Tupi na abertura do Campeonato Mineiro com
33.187 pagantes, 42.297 presentes e muito charme. Parabéns à torcida celeste.
Geraldo Ferreira da Paixão
E-mail: geraldoferreiradapaixao@gmail.com